Round 1: Fight!
Começa, basicamente, com um controle remoto, uma fita pra assoprar e alguém em quem descer a porrada, mesmo que só lá no mundo dos games. Você se apresenta a esse mundo de proporções em pixels, ou qualquer outro tipo de gráfico, olha uma porrada daqui, um pulo dali, de repente antes de perceber você está sendo possuída pelo espirito malévolo nerd. Você pensa com seus botões: “Ah, é só uma partida e vou estudar!”, horas depois a prova de matemática está mais próxima de você, mas você está, consideravelmente, distante daquela nota boa que costumava tirar, sua mãe reclama uma, duas, três ou quatro vezes, chegam momentos nos quais ela se cansa de reclamar, e você toma saudosos petelecos ao pé da orelha, porque nem só de sussurros vive a mulher.
Passam os anos, as fases, as estações, as boybands, as vezes, até décadas se passam, e ele permanece lá, forte e convicto da necessidade que você tem dele, com todo aquele vigor, aquela cor, aquela paixão que só ele exala fazendo com que você fique horas e horas sentada com ele na mão, e TODOS sabemos que você seria capaz de fazer horrores para permanecer com ele entre seus dedos, na palma da sua mão… Fato que deixa nosso amigo ainda mais presente em sua vida, nos seus dias, fins de noite, finais de semana, com ele é um daqueles amores que duram para sempre, e quando não pra sempre quando passam deixam aquela saudade infinda que aperta o teu ser… Senhoras e senhores, o controle remoto, tem sim, lugar garantido nas nossas vidas.
O conheci a muitos anos atrás, creio que por volta dos 10 anos de idade, minha prima tinha um Nintendo e eu odiava ela por isso, meus pais sempre foram severos com estudos, assim sendo, era complicado ganhar do Papai Noel algo que fosse me atrapalhar tirar só 10 na escola, não que isso fosse problema, não-humildemente falando claro. Nunca gostei de visitar parentes, mas o Nintendo sempre recebia um pouquinho do meu amor, sempre dizia para minha mãe que queria brincar com a minha prima, insistia muuuuuito até ela ceder. É importante mencionar que a minha prima é 4 anos mais nova que eu, e isso, consequentemente, faz com que ela tenha a idade da minha irmã, fato que só colaborava com meu desespero por aquelas fitas empoeiradas que eu precisava soprar até ter uma crise de espirro, já que a poeira desencadeia minha alergia.
Os anos foram passando e entrei na minha fase “musical”, deixei de lado o videogame da prima e abraçei os meninos d
o Hanson enquanto flertava, incansavelmente, com os Backstreet Boys. Passou mais tempo, MUITO mais tempo, comecei a trabalhar e corri pra comprar um videogame só pra mim!!! Olhava para ele babaaaaando e pensando: “É meu, só meu!”. Ao mesmo tempo que o jogava “Animal Crossing” descobri “The Sims”, e isso foi meu fim. No dia que comprei “The Sims”, passei meras 14hs jogando, levando minha mãe ao desespero e empurrando minha irmã compulsivamente. Aqueles sims me impressionavam de tal forma, contrui várias casas, criei novos bairros, coloquei sims para morrer em cômodos fechados, deixei vários bebês serem levados embora pelo serviço social, coloquei os sims para fazerem coisas indecentes, para só dois, ou três, anos atrás lançarem o The Sims que vem com “Oba-oba”, mas não ficou por aí, claro.
Resolvi que isso não era suficiente, foi então que a situação ficou critica, comecei a construir exércitos, castelos, catapultas, abrigos e afins, destruí vários outros exércitos, deixei crianças sem pais, deixei mulheres viúvas e coloquei cidades para queimar debaixo da fúria do meu olhar e do poder incontrolável que minhas mãos guardavam. Foi ai que me apaixonei, insanamente, por “Age Of Empires”, esse amor durou anos, e anos, e anos, e hoje em dia tenho recaídas, mas não sucumbi a paixão platônica, pelo menos ainda não.
Passei por “Zelda”, “Aladin”, “Mario e suas múltiplas versões”, posso passar várias e várias horas contando das minhas paixões passageiras, mas não vou, assim sendo, vamos ao que interessa.
Esse post é direcionado as meninas que são gamers, aos gamers que sabem que existem meninas gamers e aos gamers que são babacas e que acham que meninas não são gamers.
Não sei muito sobre outros jogos onlines, são poucos aos quais aderi e apenas um me devora pela perna, o devorador de tempo livre e bloqueador de fotossíntese chama-se: World Of Warcraft !!! Jogo a algum tempo, durante esse período passei pelas mais hilárias, tristes, deprimentes e emputecedoras situações, quando se é uma menina “vivendo” num mundo de meninos as perolas podem ser dos mais diversos tipos. Não falo só por mim, falo por uma boa fatia das pessoas que jogam WoW, nós meninas somos estereotipadas , não só no WoW até onde sei, mas na maioria dos jogos hoje em dia.
Para você que acha que meninas não são gamers, que meninas que são gamers são todas feias (nada contra gente feia, não posso julgá-los por não ser nenhuma bela dessas por aí), para você que acha que meninas gamers são noobs, para você que acha que menina só pode jogar de heal e outras coisinhas, tenho algumas coisas para contar para vocês:
- Existem meninas gamers sim, nós jogamos vários tipos de jogos, de CS até LOTRONLINE, passando por jogos de videogame e chegando no nosso território favorito: WoW.
- Existe MUITA menina linda no WoW, tenho amigas ingame e out que são belíssimas. Não são apenas gamers e monstrinhas que passam o dia no PC. Conheço advogadas, médicas, secretárias, professoras e universitárias que OWNAM muito marmanjo no jogo.
- Conheço uma shammy e uma priest shadow que batem muito, que derrotam em duel muito babaca que vai pra cima delas se achando o senhor do pvp, pensando que menina só sabe healar. Porque tem muita menina que é heal? Porque heal requer atenção, requer cuidado, requer preocupação e, principalmente, skill mental para fazer três ou quatro coisas ao mesmo tempo, e toooooodo mundo sabe que isso é tarefa para meninas
- Porque passa muito tempo até descobrirem que somos meninas? Porque é ai que a encheção de saco começa, não precisa nem verem a cara da menina que já caem matando em cima, isso é chato, muito chato, por mais que vocês achem que estão sendo Don Juan dentro do jogo, estão sendo apenas babacas e stalkers. Não conheço nenhuma menina que jogue na esperança de conhecer meninos, não que não aconteça, sei lá, mas sei que existem meninos que não podem ver um par de cascos e alguém de dress que já saem tentando agarrar a moça, mas tenham em mente que isso é mais castar Fear nela do que qualquer outra opção.
Resumidamente: Não gostamos dessa encheção de saco ingame, vamos te ownar várias e várias vezes, e ao contrário do que vocês pensam somos gamers, e somos muito boas nisso.
FATALITY!!!
Abraços da Priest Holy e Paladin Tank que vos fala
















